...“Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, se reduz a uma paródia estéril do que poderia ser. Nada !!!!!!” Pedro Juan Gutierrez - Trilogia Suja de Havana

18.9.26

VOYEURISMO: ESPIADA QUE ESQUENTA RELAÇÕES


A fumaça barata do clube noturno ardia nos meus olhos enquanto as pupilas dilatadas tentavam capturar cada gota de suor da gata exibicionista dançando no palco da luxúria. 
Estávamos ali, camuflados, nas sombras, mergulhados até o pescoço no voyeurismo – a arte suja e fetichista de espionar os prazeres alheios. É o instinto animal de observar corpos se despindo, carnes se chocando em fúria sexual, quase sempre pelas costas de quem é devorado pelos nossos olhos esbugalhados. A mão treme, o sangue ferve e a masturbação solitária na escuridão vira a passagem só de ida para um orgasmo explosivo durante essas verdadeiras sessões de espionagem.
Mas não ache que é um jogo só para os lobos solitários da madrugada que rastejam pela cidade! 
Cada dia mais casais entediados com o marasmo e a rotina gelada de suas camas, entram de mãos dadas em casas de swing e festas secretas apenas para espiar a foda alheia. É a cura pela observação perversa! Eles não querem encostar um dedo sequer nos estranhos para praticar; eles querem apenas o choque visual, o estímulo de assistir casais metendo, para dar aquele "up" e ressuscitar a própria libido. A adrenalina de estar ali, anônimo num abatedouro sensual, respirando aquele ar com cheiro de sexo e pecado, ouvir os gemidos, funciona como um desfibrilador em relacionamentos esfriados pelo tempo.
O voyeurismo injeta um veneno afrodisíaco diretamente na veia dos parceiros, aflorando um lado sexual que a rotina havia matado. Você sai daquele lugar, mas as cenas quentes da devassidão ficam cravadas no cérebro feito uma tatuagem de fogo. Durante meses, essas memórias vão assombrar a cabeça, aumentando o tesão a níveis estratosféricos!
Nós adoramos a loucura do voyeurismo. E vocês, vão ficar de olhos fechados?

9.9.26

TAMBABA - PRAIA DE NUDISMO NA PARAÍBA


Distante cerca de 40 km do centro turístico de João Pessoa - Paraíba, a praia de Tambaba é a sétima praia da Costa do Conde, sendo a que mais desperta a curiosidade dos visitantes, pois foi a primeira praia, oficialmente, naturista do nordeste brasileiro. 

O visitante, ao chegar a praia, encontra um primeiro trecho de faixa de areia onde o uso de vestimentas é obrigatório. A beleza de Tambaba já está representada naqueles metros de paraíso, pois piscinas naturais já se formam na maré baixa e o coqueiro símbolo da praia cresce no alto de uma pedra. Na enseada seguinte, porém, a nudez é obrigatória: o visitante recebe as instruções da praia, passa por uma escadaria e a partir deste ponto, desfruta da natureza na liberdade que a nudez completa permite.








5.9.26

A ORGIA PROFANA DE ROBERTO FERRI


Era um domingo de ressaca navegando no X quando meus olhos trombaram com a insanidade pictórica do italiano Roberto Ferri - o gênio marginal nascido em Taranto (1978) e formado pela Escola de Belas Artes de Lisippo (1996). O cara invadiu Roma em 1999 como autodidata e devorou a pintura clássica até o século XIX! Engoliu o jogo dramático de luz e sombra de Caravaggio e dissecou os acadêmicos: David, Ingres, Girodet, Géricault, Gleyre e Bouguereau. O resultado? 

Uma orgia profana de barroco com surrealismo moderno!

A tela é um soco no estômago! Esqueça a beleza clássica idealizada; Ferri pinta corpos musculosos e crus, exalando uma tensão erótica, visceral e provocativa. É a colisão satânica entre o divino e o profano, a beleza e o desconforto, a vida e a morte. 









4.9.26

SEXO, DROGAS E ROCK - WOODSTOCK 1969


Woodstock reuniu mais de 30 atrações lendárias, mas o bastidor das recusas é tão surpreendente quanto o próprio lineup. Enquanto artistas se consagravam no palco em Bethel, grandes nomes da música recusaram o convite por motivos que vão de paranoias a desavenças ideológicas.
Led Zeppelin: O empresário da banda recusou o convite por achar o evento "desinteressante" e considerar o restante do lineup amador.
The Doors: Jim Morrison temia por sua segurança, tomado pela paranoia de que seria assassinado no palco.
The Beatles: A presença travou na burocracia do governo americano, que negou o visto de entrada para Yoko Ono, companheira de John Lennon.
Bob Dylan, Frank Zappa e Jethro Tull: Recusaram o convite abertamente por restrições e antipatia em relação ao estilo de vida da comunidade hippie.
Mesmo com essas ausências de peso, o festival alavancou a carreira dos presentes e redefiniu os parâmetros dos grandes eventos artísticos no planeta.