Nós somos os fantasmas dessa luxúria! Temos 46 anos, e há uma maldita década mergulhamos de cabeça na insanidade deliciosa e clandestina do submundo do swing. Para a sociedade careta, somos santos imaculados. No escuro, somos animais! Esse choque de alta voltagem trucidou a monotonia do nosso casamento. No abatedouro da carne não tem amor, é só saliva, gemido e tesão selvagem de momento. O amor sagrado? Esse trancamos a sete chaves apenas na nossa cama conjugal.
Mas a roleta-russa do destino é uma desgraça irônica, meus caros depravados! Nossa própria filha de 28 anos e o maridinho dela também caíram na gandaia do troca-troca! Ela já farejava nossas loucuras quando solteira e arrastou o parceiro para o matadouro. Hoje, vivemos um jogo paranoico de gato e rato, fugindo das mesmas casas de swing para não esbarrar com nossa cria em pleno ato profano.
Só que a mente humana é um poço sem fundo de depravação. Na calada da noite, minha mulher - uma quarentona espetacular, deusa da perdição que humilha as novinhas e faz os marmanjos babarem nos clubes - confessou o pecado supremo: ela tem um tesão incontrolável de foder com o próprio genro! E a verdade crua? O garotão jamais recusaria essa oferta carnal!
E o meu papel nessa loucura? Eu pagaria para assistir de camarote minha esposa devorar aquele garoto de 28 anos! Ver aquele corpo maduro triturando a juventude dele me daria o orgasmo da década. A única barreira no meu abismo moral? Jamais teria coragem de tocar na minha filha.
Mas que essa bomba-relógio familiar está prestes a explodir, ah, isso ela está!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário aqui. Não publicamos ofensas, manifestações racistas, homofóbicas, nem telefones e Watzapp