...“Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, se reduz a uma paródia estéril do que poderia ser. Nada !!!!!!” Pedro Juan Gutierrez - Trilogia Suja de Havana

14.10.26

1# A VIAGEM QUE TRANSFORMOU A FAMILIA ESCOBAR


Meu nome é Ricardo e eu vou contar como uma simples viagem de férias no verão passado, provocou transformações radicais nas relações da minha família – a família Escobar. 

Eu, produtor cultural viciado em adrenalina, em viver o agora, me vi obrigado a dar um tempo nesse “corre”, antes de ser abatido por um infarto fulminante e perder de vez minha mulher Helena, 36 anos, arquiteta, corpo esculpido na academia, bunda de parar o trânsito, uma obra de arte que ela faz questão de exibir com a descontração de quem sabe o que tem. Eu? Tenho 48, físico de futebol de fim de semana, sem barriga, cabelos castanhos. Só fico curtindo, aproveito pouco, quase não meto, estou naquela fase “uma com fé eu dou a segunda pode falhar”. 



Para foder mais nossa relação e paz familiar, Hellen, minha afilhada, estava bem para baixo. Foram três porradas bem dadas que a vida, num momento curto, deu nessa menina de 17 anos. Primeiro tomou um pé na bunda do patrão, depois fracassou no vestibular de medicina e por último o namorado “pediu um tempo”.  Não queria mais sair de casa, se escondia. 




Helena, minha esposa, nos convenceu de que o sol do Nordeste era a cura para tudo e para todos!



O voo até João Pessoa foi tranquilo, embalado pela expectativa do – sexo, suor e cerveja – de leve, para quebrar a rotina dura. Desembarcamos e fomos direto para o hotel. Um tesão! Frente ao mar, suíte espaçosa com varanda, cuja brisa trazia o som e o cheiro do mar. Um único, porém: as duas camas uma ao lado da outra... confortáveis para dormir, mas ruins para trepar. Sim, fui como espírito da maldade - tirar o atraso e meter muito! 



Desarrumamos as malas rapidamente, mas o clima de preguiça e sossego descanso durou pouco. Ao invés de caminharmos pela praia, tomar umas cervejas, a primeira proposta foi: “vamos ao shopping comprar biquínis!”. 



Ao chegarmos na loja as duas se perderam em meio a araras e montes de modelos com estampas tropicais. Depois de juntarem uma pilha generosa para provar, desapareceram em direção aos provadores no fim do corredor. Cada uma em um a apenas alguns passos de distância.

Eu me acomodei numa banqueta transformando os provadores em camarote particular. A cada cortina que se abria, o impacto visual era imediato. Elas saíam meio passo para fora, exibindo o caimento do biquini e pediam minha opinião sincera e sem filtros. E eu estava lá para isso: queria ver cortes cavados, modelos que esculpissem e realçassem a beleza e a gostosura das duas. Fui opinando, instigando, valorizando os decotes mais escandalosos, provocantes e sensuais. Gosto de vê-las sexy, dominantes, atraindo olhares — e o meu ciúme passou longe há anos; sou o primeiro fã do espetáculo.

A vendedora passou por mim carregando mais alguns cabides. Lancei uma piscadela e pedi, sem me importar com o decoro: “traga biquínis mais ousados que você tiver, com modelagens menores, recortes geométricos e transparências para destacar as curvas delas”. No quinto modelo que provaram, a brincadeira já tinha rompido qualquer barreira de inocência. Elas desfilavam com biquínis minúsculos, cavados que colavam na pele, deixando cada curva dos corpos ainda mais sensual e até um pouco pornográfica.

Numa daquelas idas e vindas aos provadores a cortina correu de lado. Era Helena me encarando com aquele sorriso maroto e num tom de provocação deliberada, me mostrou no corpo um modelo e perguntou se não estava “despida demais”. O modelo era um biquíni estampado, moldando com precisão cirúrgica às curvas dela - as peças mal cobriam os peitos e a bucetinha. Atrás era bem cavado deixando parte da bunda exposta. Respondi sem hesitar: Ficou Sexy! Exatamente o que eu queria ver em você!

Hellen, por outro lado, tímida e discreta escolhia opções mais discretas e contidas. Para não ficar muito diferente dos biquinis da mãe, resolvi palpitar. Apontei para peças menores e mais arrojadas, incentivando que ela rompesse a caretice. 

Entre o calor do ambiente e a intimidade que existe entre nós, o pudor caiu por terra; a cortina do provador permaneceu aberto, transformando o ato de experimentar os biquínis em um ritual de voyerismo. Como o provador ficava nos fundos da loja, um local privativo, eu podia confortavelmente assistir as duas se despindo e se vestindo.  Eu não via Hellen seminua fazia algum tempo e fiquei admirado em ver seu corpo perfeito, com seios lindos, mamilos castanhos, e a xoxotinha com poucos pelos. A bunda então, uma perfeição da anatomia. Hellen é a cópia da mãe. Eu  olhava o corpão da minha afilhada me lembrando de como começou nossa intimidade, mas isso merece um capitulo a parte rsrs! 

Finalmente, depois de mais de dez modelos provados, cada uma escolheu dois biquínis para levar e duas saídas de praia. 



Voltamos para o hotel, para nos trocar e caminhar na praia. Eu vesti minha bermuda a camiseta e esperei as duas se arrumarem, que permaneciam e demoravam no banheiro. Bati na porta e entrei – Caraleo, que cena! Flagrei as duas se depilando. Fiz cara de paisagem e pedi que se apressassem. 

- Os biquínis que compramos são pequenos, temos que tirar todos os pelinhos...




Concordei. Dei uma última espiada de leva nas bucetinhas recém depiladas e voltei ao quarto. Tempo depois mãe e filha, surgem maravilhosas, com as saídas de praia por cima dos biquínis, prontas para aproveitar a praia em frente do hotel. 

Voltamos para o quarto e fomos tomar banho. A primeira foi Helena, que saiu do box radiante, muito queimada de sol, com as marcas do biquíni minúsculo perfeitamente desenhadas e tatuadas em seu corpo bronzeado. Eu fui o último e, ao sair do box, notei de relance que Hellen me observava fixamente enquanto eu me enxugava, com um brilho novo e curioso nos olhos. Fomos jantar e logo em seguida, exaustos da viagem e daquela atmosfera carregada de eletricidade, apagamos na cama.






Mas o descanso durou pouco. No quarto de hotel compartilhado, Helena e Hellen se deitaram apenas de calcinha e camiseta fina. Ver as duas ali, estiradas, transbordando uma sensualidade crua no escuro, me deu um tesão monumental. A proximidade delas, a respiração compassada e o calor daquele quarto viraram minha mente do avesso - pena que, dividindo o mesmo espaço, tocar Helena estava fora de cogitação naquele instante.

No dia seguinte, Helena cismou que João Pessoa era muito agitada. Eu não sabia para onde íamos, mas quando os pneus do carro começaram a estalar na estrada de terra batida, cercada por falésias vermelhas e mar aberto, eu entendi: o destino não era o isolamento bruto, praias selvagens e esquecidas pelo mapa convencional, bem longe da civilização.

Se você acha que ver calcinhas e camisetas no quarto de hotel foi o limite, prepare-se. No próximo capítulo, o sol escaldante da Paraíba vai derreter o pouco de decência que ainda fingíamos ter. Eu só não imaginava que o isolamento daquela estrada de terra e o vento daquela praia desconhecida seriam o estopim exato para explodir qualquer limite restante entre padrasto, mãe e filha - a família Escobar.

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