

Na manhã seguinte, tomamos um bom café antes de pegarmos a estrada em busca de praias tranquilas longe da cidade. Quase uma hora de asfalto e terra, desliguei o motor diante de uma faixa de areia praticamente deserta, crua, onde o mar batia sem testemunhas.
Helena e Hellen não hesitaram: largaram as coisas e foram direto para a água, cortando a arrebentação sob o calor pesado que já subia da areia. Eu me instalei sob a copa generosa de uma árvore à beira da praia, na fronteira exata entre a sombra fresca e a claridade implacável, observando de longe o ritmo solto das duas contra a imensidão azul, como quem assiste ao desenrolar de uma cena sem pressa de intervir.
Ao se aproximarem percebi que os biquínis das duas quando molhados, tornavam-se transparentes, revelando os mamilos e a rachas das bucetas. Helena ficou incomodada, mas não tinha o que fazer. “relaxem ninguém nos conhece e não devemos nada a ninguém.” Hellen falou “Eu já desconfiava que isso podia acontecer. Esses biquínis são da linha super sexy, sem forro, ficam colados no corpo e meio transparentes, são feitos para provocar”.
Helena disse: “Moda de exibicionismo, estou me sentindo nua”
Eu sorri e falei: “Pronto, então vocês já estão aptas para ir conhecer uma praia de nudismo.”
Helena retrucou: “ Só você mesmo para ter essas ideias”
Eu havia falado por falar, mas me senti na obrigação de responder: “eu acho que não tem nada de mais.”
Elas acabaram se acostumando com os biquínis e já não se importavam mais com a transparência e os olhares dos voyeurs. Não se importavam com o tecido transparente que colava no corpo, mostrando contornos e atraindo olhares indiscretos de quem passava pela areia. Estendemos as esteiras sob a brisa morna do mar, aquele vento úmido com cheiro de sal e protetor solar que parecia amortecer qualquer resquício de vergonha.
Foi quando um grupo de garotas cruzou a nossa linha de visão, caminhando à beira d’água, com os peitos e buceta de fora, sem qualquer pudor, deixando o sol queimar parte do corpo nu. Não perdi a deixa: “viram só? Vocês duas de drama por causa de uma transparência boba, e as meninas peladinhas”

“Fodam-se elas! Eu estou me sentindo nua”, disparou Helena, ajeitando o tecido que estava deixando os bicos do peito a mostra.
Sorri e falei: “Aproveitem. Estamos de férias no Nordeste, somos livres e não somos tão caretas assim!”
Helena me provocou dizendo: “Então, também podemos ficar nuas? Você não se importa se os caras ficam olhando pra a gente com tesão?
“Eles que babem! Problema deles. Eu fico orgulhoso de ver minhas duas mulheres lindas, causando inveja em todas as outras na praia.”
Hellen achou graça e a mãe, respondendo ao me desafio tirou a parte de cima do biquíni e disse: “Satisfeito? Vou ficar sem, assim bronzeio os seios.”
Fiz sinal de aprovação. Hellen imitou a mãe e tirou a parte de cima do biquini, revelando seus lindos seios com biquinhos durinhos.
“ Ótimo! Liberdade é tudo! Em breve as duas estarão nuas!”
Helena disparou: “Ah, só faltava essa, ficarmos peladinhas”
Dei de ombros, deixando escapar um meio sorriso: “Qual é o drama? Na praia de nudismo as pessoas tiram a roupa, simples assim. A vibe não é se exibir para o mundo, é curtir o momento. É aquela sensação de se livrar dos panos, sentir o sol e o vento sem filtro algum.”
Lancei a ideia só para sentir o terreno, saber se elas topavam a experiência. Helena sorriu e disse de brincadeira, só para me provocar: “Só um padrasto degenerado leva a esposa e a afilhada para se exibir na praia de nudismo!”
A conversa não passava de um bate-bola ensaiado, aquele jogo de alfinetadas sem atrito que eu e Helena dominávamos como ninguém. Puro teatro de cumplicidade. Antes mesmo que eu pudesse formular uma resposta atravessada, Hellen cortou a conversa: “Ih, mãe, que coisa mais careta! Praia de nudismo é cheia de família, criança correndo, amigos trocando ideia... Não tem nada a ver com sacanagem, é só um estilo de vida natural, desprendido.”
A fala dela foi certeira, pontuando a leveza do momento e quebrando qualquer resquício de moralismo barato que tentasse se instalar ali. Helena ergueu uma sobrancelha, aquele olhar afiado de quem tenta desvendar se a proposta era provocação ou pura audácia.
"minha filha, quer dizer que para você está tudo bem irmos lá curtir os peladões?" - disparou ela, medindo o terreno.
Hellen devolveu com um meio sorriso cúmplice, os olhos brilhando em pura sacanagem. "Claro! Você não está curiosa? Atravessamos o país, estamos aqui na cara do gol e vamos dar meia-volta sem nem conferir a famosa praia de nudismo de Tambaba?
O contra-ataque desarmou a mãe na hora. Helena ficou estática, oscilando o olhar entre a filha e eu, sem réplica pronta na ponta da língua. Peguei o gancho no ar, com o descaramento habitual:
“A Hellen matou a charada. Férias no Nordeste, três adultos com zero vocação para puritanismo de missa de domingo. Não tem regra no mundo que proíba a gente de ver qual é a do lugar. E convenhamos: as duas capricharam tanto na depilação que eu achei que era para mostrar!”
Hellen caiu na risada, o tipo de riso solto que há meses não aparecia. Para Helena, aquilo foi o suficiente. Atenta a cada milímetro do humor da filha, percebeu a virada: a garota que até ontem se afundava em inseguranças agora tomava a frente da decisão, viva, disposta a encarar o jogo.

“ Então fechou! Se querem ir, eu não vou ser o freio de mão. Do jeito que estamos quase peladas aqui, meio caminho já está andado. Ficar nua em Tambaba não fará tanta diferença assim."

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